Corinthians não mete medo em ninguém como visitante no Brasileirão
- Rafael Alaby
- 18 de mai.
- 3 min de leitura
Foi se o tempo em que o Corinthians se impunha aos adversários fora de casa no Brasileirão e conseguia grandes resultados. Podemos dizer que desde 2017, ano da última conquista na competição nacional, a equipe perdeu competitividade longe dos seus domínios e vem acumulando resultados muito ruins que acabam comprometendo as campanhas.

Foto: Vitor Silva/Botafogo
Em 2026, o Corinthians está brigando contra o rebaixamento no momento devido ao péssimo desempenho como visitante. Houve apenas uma vitória em oito jogos fora da Neo Química Arena. Não dá para admitir uma campanha tão ruim para quem tem uma das folhas salariais mais altas da Série A. Reflexo da má administração do clube nos últimos anos, que entre tantos erros apostou em jogadores caros e de qualidade ruim como André Ramalho, Pedro Raul, entre outros.
O mais recente jogo do Corinthians como visitante foi novamente decepcionante. No último domingo, o Timão encarou o Botafogo, que vinha de eliminação traumática para a Chapecoense na Copa do Brasil e bastante pressionado por maus resultados nesta metade de temporada. Ainda assim, o Timão não soube aproveitar o momento ruim do adversário, não conseguiu competir, foi derrotado por 3 a 1 e voltou à zona do rebaixamento, faltando apenas três rodadas para o fim do primeiro turno.
Contra o Botafogo, o Timão só conseguiu jogar em bom nível entre os 32 minutos até o fim do primeiro tempo, quando já perdia por 2 a 1. O primeiro gol nasceu de vacilo do zagueiro Gustavo Henrique. A equipe foi para o intervalo lamentando chances desperdiçadas, a maior delas em cabeçada de Raniele na trave.
No segundo tempo, o Corinthians até esteve mais presente no campo ofensivo, mas não criou chances claras para empatar. O goleiro Neto nem precisou fazer grandes defesas. Houve muita fumaça e pouco fogo do lado corintiano, que viu o adversário ampliar após falha grotesca de André Ramalho e desperdiçar chances claras para transformar o placar em goleada. Hugo Souza evitou uma derrota ainda mais dolorida com duas defesas importantes.
Sai técnico e entra técnico, o Corinthians segue sendo um gatinho como visitante. Com Fernando Diniz, a equipe voltou a ser forte dentro de casa, porém, quando sai de Itaquera, a torcida já sabe que a tendência é de um resultado adverso. É preciso urgentemente mudar isso. Jogadores precisam também ter mais vergonha na cara e chamar a responsabilidade.
Mais pitacos
Antes da parada para a Copa do Mundo, o Corinthians tem mais dois jogos pelo Brasileirão: Atlético-MG (casa) e Grêmio (fora). Tratam-se de dois rivais que também estão ameaçados de rebaixamento. O clube precisa urgentemente das vitórias para deixar o Z4. Novos tropeços podem trazer ainda mais instabilidade e colocar de vez a equipe como candidata na luta contra a degola.
É muito preocupante a campanha ruim no Brasileirão sabendo que no segundo semestre, o clube pode sofrer um desmanche no elenco e não conseguir fazer a reposição à altura já que atravessa uma das maiores crises financeiras de sua história. Titulares absolutos, o goleiro Hugo Souza, o meia Breno Bidon e o atacante Yuri Alberto são cotados para defenderem times europeus a partir de julho. Já imaginaram uma debandada no plantel com o time estando no Z4? A situação seria dramática.
As falhas constantes de André Ramalho mostram que a diretoria vai precisar quebrar a cabeça para buscar um novo zagueiro para o segundo semestre, sabendo que dispõe de poucos recursos financeiros em caixa. O departamento de futebol precisará ser assertivo no mercado.
Está na hora de Fernando Diniz começar a dar oportunidades a Iago Machado, jovem promessa da base e um dos raros destaques do Sub-20 na última edição da Copinha.
O que explica a insistência do treinador em dar chances ao centroavante Pedro Raul, que em 60 jogos com a camisa corintiana soma míseros quatro gols, nenhum deles nesta segunda passagem após empréstimo ao Ceará? Difícil entender...Gui Negão não é grande coisa, tem limitações técnicas evidentes, mas é superior ao veterano.




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