A base precisa ter ainda mais espaço no Corinthians e pode ser a salvação
- Rafael Alaby
- 2 de mai. de 2024
- 2 min de leitura
É fato que o Corinthians precisa de reforços na janela do meio de ano para ser mais competitivo e quem sabe brigar por títulos. No entanto, a missão no mercado da bola não será nada fácil, já que o clube atravessa grave crise financeira e possui forte concorrência com os rivais na disputa por novos jogadores.
O elenco atual está aquém da grandeza corintiana. Há muitos jogadores que ainda não conseguiram vingar no Parque São Jorge.
A atual diretoria trouxe 12 jogadores, entre eles o lateral-direito Matheuzinho e o atacante Pedro Raul. A dupla custou mais de R$ 50 milhões e até aqui não conseguiu se firmar entre os titulares. O primeiro tem mostrado sérias dificuldades na marcação e até deficiência técnica em passes e finalizações. O segundo, embora tenha três gols em 12 jogos, não é um centroavante que inspira confiança no torcedor. O custo de sua contratação (cerca de R$ 25 milhões) foi exagerado.
Diante disso, não teria sido melhor apostar nas categorias de base? Léo Maná, campeão da Copinha 2024, é pior que Matheuzinho? Arthur Sousa, centroavante no sub-20, não merecia mais chances no time profissional? E o que dizer de Kayke, autor do gol do título na tradicional competição de base?
Após uma sequência terrível de três derrotas, o Corinthians parece ter ressurgido das cinzas e com enorme contribuição de dois talentos da base: Breno Bidon e Wesley. Ambos têm mostrado que não podem ser reservas no time atual de António Oliveira.

Breno Bidon comemora primeiro gol como profissional do Corinthians. (Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians)
Obviamente que esses jovens têm ainda muito a amadurecer, mas impressiona a rápida evolução num time com problemas táticos e técnicos.
A base pode acabar sendo a salvação do Corinthians na sequência da temporada. Que António Oliveira olhe os miúdos com mais carinho.




Comentários