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Com Diniz, Corinthians surpreende com melhor sequência defensiva em 11 anos

  • Rafael Alaby
  • 27 de abr.
  • 3 min de leitura

Na vitória por 1 a 0 sobre o Vasco na tarde de domingo, na Neo Química Arena, pela 13ª rodada do Brasileirão, o técnico Fernando Diniz completou o sexto jogo pelo Corinthians e ainda não viu a equipe ser vazada pelos adversários. É a melhor sequência da defesa alvinegra desde o início da temporada 2015, quando o Timão até então comandado por Tite começou a série com vitórias sobre Linense (2 a 0), Mogi Mirim (3 a 0), San Lorenzo (1 a 0), São Paulo (1 a 0) e São Bernardo (1 a 0); e fechou com empate diante o Red Bull Brasil (0 a 0).


 Crédito da foto: Rodrigo Coca/Ag.Corinthians


A invencibilidade da defesa foi quebrada na vitória por 2 a 1 sobre o Danubio-URU, pela Copa Libertadores 2015.

 

Diniz estreou no Corinthians com vitória por 2 a 0 sobre o Platense, pela Copa Libertadores. Depois veio um empate por 0 a 0 contra o Palmeiras, seguido por vitória por 2 a 0 sobre o Santa Fe, uma igualdade sem gols contra o Vitória, e triunfos contra o Barra-SC (1 a 0) e Vasco (1 a 0).

 

Confesso que não esperava uma marca tão expressiva do Corinthians no início da era Diniz, já que o treinador jamais foi especialista em montar times sólidos defensivamente. Seus últimos trabalhos por Fluminense, Cruzeiro, seleção brasileira e Vasco foram ruins neste aspecto.

 

No empate sem gols contra o Palmeiras e na vitória contra o Vasco, o Corinthians teve inferioridade numérica em boa parte dos jogos e mesmo assim soube sofrer. O time não cedeu tantas chances claras, já que o sistema defensivo esteve bem protegido. O treinador tem grande parte do mérito. Não escondo de ninguém que fui contra a sua chegada, mas confesso que o início dele tem me surpreendido positivamente. Vamos ver se mantém a consistência defensiva e eleve a capacidade ofensiva da equipe, que ainda tem feito poucos gols.

 

Diante do Vasco, Diniz surpreendeu ao improvisar o volante Raniele na lateral direita, mesmo tendo um jogador de ofício para a posição: o uruguaio Pedro Milans. Muitos torceram o nariz pela escalação, inclusive este jornalista que escreve, porém, o meio-campista foi o melhor jogador em campo, anulando o lado esquerdo do ataque vascaíno com muita intensidade na marcação. O camisa 14 não se resumiu a ficar atrás e foi ao ataque. Por muito pouco não balançou as redes em cabeçada à queima roupa. O goleiro Léo Jardim evitou o gol.

 

Até o fim de maio, o Corinthians seguirá com maratona de jogos, sempre nos meios e fins de semana, incluindo os quatro duelos restantes da fase de grupos da Copa Libertadores e o confronto decisivo contra o Barra, pela quinta fase da Copa do Brasil. No período ainda está marcado um clássico contra o São Paulo, na Neo Química Arena, pelo Brasileirão.

 

Veja a agenda de jogos do Corinthians até o fim de maio

 

30/04 - Corinthians x Peñarol (Neo Química Arena) - Libertadores

03/05 - Mirassol x Corinthians (Maião) - Brasileirão

06/05 - Santa Fé x Corinthians (El Campín) - Libertadores

10/05 - Corinthians x São Paulo (Neo Química Arena) - Brasileirão

13/05 - Corinthians x Barra (Neo Química Arena) - Copa do Brasil

17/05 - Botafogo x Corinthians (Nilton Santos)  - Brasileirão

21/05 - Corinthians x Peñarol (Neo Química Arena) - Libertadores

24/05 - Corinthians x Atlético-MG (Neo Química Arena) - Brasileirão

27/05 - Corinthians x Platense (Neo Química Arena) - Libertadores

31/05 - Grêmio x Corinthians (Arena do Grêmio) - Brasileirão

 
 
 

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