Corinthians cria mais contra a Chapecoense, mas volta a ser ineficiente no ataque
- Rafael Alaby
- 20 de mar.
- 4 min de leitura
O empate sem gols do Corinthians contra a Chapecoense na noite desta quinta-feira (19), na Arena Condá, acabou sendo frustrante. Impediu que o Timão entrasse no G-8 do Brasileirão ao final da sétima rodada. Já são seis jogos sem vitória, contando a reta final do Paulistão. Ao contrário de exibições anteriores, a equipe alvinegra criou bem mais (13 finalizações), mas voltou a pecar nos chutes.

Foto: Isabela Silva/Agência Corinthians
Dorival Júnior optou por uma formação alternativa contra a Chapecoense, resguardando a maior parte dos titulares para o jogo contra o Flamengo no próximo domingo, na Neo Química Arena. Apenas dois jogadores que iniciaram o jogo em Chapecó haviam sido titulares contra o Santos no fim de semana: Hugo Souza e André. A decisão da comissão técnica merece críticas. Eu não teria poupado tantos atletas.
Mesmo com tantas mudanças, coletivamente o Corinthians mostrou organização, exceto nos minutos iniciais do segundo tempo, quando a Chapecoense pressionou após alterações feitas por Gilmar dal Pozzo no intervalo. Houve problemas de marcação que foram minimizados no decorrer da partida. Hugo Souza evitou o pior com boas defesas.
Embora não tenha criado tantas chances claras na etapa inicial, o Corinthians foi dominante. Teve a superioridade na posse de bola e mostrou mobilidade no meio-campo com André, Garro e Matheus Pereira, esse último de volta após mais de um mês se recuperando de lesão muscular.
A primeira boa oportunidade veio logo aos 12 minutos. Após linda trama de ataque, André recebeu ótimo passe de Garro e finalizou para defesa de Léo Vieira.
No último lance antes da parada para hidratação, Garro bateu falta no travessão. O goleiro chegou a encostar na bola.
O ritmo corintiano caiu até o intervalo. A Chapecoense só assustou aos 41 após erro de Hugo Souza na saída de bola. Por sorte, Marcinho chutou por cima do gol. Foi a única chance do rival, que no primeiro tempo jogou com as linhas baixas.
Na volta do intervalo, a Chape deixou a proposta reativa de lado e passou a atacar o Timão após as entradas de Jean Carlos e Ítalo. O primeiro trouxe qualidade ao meio, enquanto o segundo deu muita velocidade pelo lado esquerdo, dando muito trabalho a Pedro Milans. Houve pressão nos 10 primeiros minutos. Hugo Souza fez grande defesa em batida de Jean Carlos e impediu que a Chape abrisse o placar.
Mal no primeiro tempo quando sofreu com a falta de ritmo de jogo após um mês se recuperando de lesão muscular, Yuri Alberto cresceu demais no segundo tempo e teve aos 11 a sua primeira chance para marcar ao finalizar para grande defesa de Léo Vieira. Logo em seguida, o camisa 9 fez boa jogada na área e cruzou com perigo. A zaga rival afastou.
O time catarinense voltou a assustar aos 18. A zaga alvinegra vacilou pelo alto e permitiu que Walter Clar testasse para Hugo Souza espalmar.
Dorival merece críticas por ter feito as primeiras mudanças somente aos 20. Bidon e Raniele foram a campo nas vagas de Matheus Pereira e André.
Pouco tempo depois, Hugo Souza voltou a trabalhar, desta vez em batida cruzada de Rubens. A resposta corintiana veio em chute de Garro defendido por Léo Vieira, aos 28.
Após a pausa para a hidratação, Dorival tirou Vitinho, o pior em campo, e o discreto Pedro Milans para as entradas de Kayke e Matheuzinho. Dorival deveria ter sacado o atacante bem antes. O ponta errou quase todas as tomadas de decisão. Foram raros os bons jogos do camisa 11 desde a sua chegada. Nível técnico dele não é muito diferente de Talles Magno, que não teve o contrato renovado no início do ano.
Penso que o treinador deveria ter usado a quinta substituição. Allan não estava bem em campo, errando passes e dando botes errados. Dorival poderia ter sido ousado com a entrada de mais um atacante em busca da vitória.
O Corinthians teve maior presença ofensiva nos minutos finais. Nos acréscimos, Garro lançou na área e João Pedro Tchoca cabeceou torto para fora.
Mais pitacos sobre o empate do Corinthians
A boa notícia no empate alvinegro foi o segundo tempo de Yuri Alberto. Camisa 9 deu maior dinamismo ao ataque e incomodou demais a marcação. Pena não ter feito o gol da vitória. Mesmo com seus altos e baixos, ele tem nível bem superior a maioria dos companheiros de ataque. Absurdo Yuri ter conseguido atuar em mais de 90 minutos após voltar de lesão. Seu preparo físico é impressionante.
Merece destaque a boa atuação de Angileri. Se ofensivamente o lateral-esquerdo não acrescentou nada, defensivamente foi muito bem e ajudou a dificultar os ataques da Chape, sobretudo no segundo tempo.
Atuação segura de João Pedro Tchoca. O zagueiro se mostrou focado nos 90 minutos e fez boas antecipações.
Apesar de alguns erros técnicos nos momentos finais do jogo (creio que devido ao desgaste físico), Garro teve boa atuação. Quase todos os lances de perigo do Corinthians passaram pelos seus pés. Faltou maior capricho para deixar Chapecó com pelo menos mais um gol na temporada.




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