Corinthians volta após pausa com atuação desastrosa e vê pressão subir às vésperas de clássico
- Rafael Alaby
- 12 de mar.
- 3 min de leitura
Após 11 dias longe dos gramados devido à eliminação na semifinal do Paulistão, o Corinthians entrou em campo contra o Coritiba na noite desta quarta-feira, na Neo Química Arena, com a expectativa em fazer o dever de casa e dormir na liderança do Brasileirão ao lado de Palmeiras e São Paulo. Nada disso aconteceu. Com atuação muito ruim, o Timão foi derrotado por um adversário recém-promovido à elite pelo placar de 2 a 0 e elevou a preocupação para a sequência da temporada.

Crédito foto: Rodrigo Coca/Ag.Corinthians
A comissão técnica do Corinthians teve mais de uma semana para ajustar a equipe e recuperar o preparo físico dos jogadores desgastados após uma maratona de 15 jogos em 47 dias.
Esperava-se um grupo revigorado, um time mais criativo e organizado em campo. Nada disso aconteceu.
O auxiliar Lucas Silvestre, filho do técnico Dorival Júnior, que cumpriu suspensão, até escalou a melhor formação que tinha à disposição – um 4-4-2, com Allan e André como volantes, Breno Bidon e Rodrigo Garro dividindo a armação, e Gui Negão e Memphis na frente do ataque.
O Corinthians teve domínio absoluto da posse de bola no primeiro tempo, mas jamais conseguiu ser objetivo e pecou na criatividade. Faltaram maiores dinâmicas no ataque e principalmente finalizações. O goleiro Pedro Rangel nem precisou trabalhar já que os corintianos não criaram qualquer situação de perigo.
Apesar de uma dificuldade inicial no encaixe da marcação dos laterais, o Coritiba se ajustou ao longo da primeira etapa e foi eficiente em sua primeira finalização na partida. Aos 36, Josué cobrou escanteio e Jacy, com muita liberdade, testou para o gol. Gustavo Henrique e Gabriel Paulista bobearam na marcação, assim como Allan, que largou completamente o zagueiro dentro da área.
Corinthians sofre segundo gol e piora após mudanças
O Timão voltou do intervalo sem mudanças e com seis minutos protagonizou a sua única finalização certa no jogo. Garro recebeu passe de Matheus Bidu e mandou uma bicicleta para Pedro Rangel defender em dois tempos. Logo em seguida, o time alvinegro levou um duro golpe. Após troca de passes no setor esquerdo, Josué levantou na área para Lucas Ronier, sem marcação, mandar de cabeça e vencer Hugo Souza. Inacreditável ninguém ter evitado a movimentação ofensiva do Coxa. Jogadores alvinegros foram totalmente inertes.
Com o placar desfavorável de 2 a 0, Lucas Silvestre fez de uma tacada só quatro alterações. Vitinho, Pedro Raul, Dieguinho e André Carrillo foram a campo nos lugares de Garro, Breno Bidon, Gui Negão e Allan. O Corinthians ficou ainda pior com as mudanças. O time se desorganizou e passou a ceder contragolpes. Se o Coritiba tivesse maior qualidade, certamente teria ampliado o placar.
O que se viu foi um Corinthians abusando dos chuveirinhos na área, sem nenhum sucesso. Em momento algum, o Coritiba foi pressionado e deu mostras que seria vazado. Faltou senso de urgência aos jogadores alvinegros.
Silvestre gastou as duas últimas alterações após os 30 minutos, promovendo as entradas de Angileri e do estreante Zakaria Labyad nas vagas de Matheus Bidu e Memphis Depay, um dos piores em campo. Não houve esboço de reação. Nenhum jogador se salvou na desastrosa atuação em Itaquera.
O Corinthians volta a campo no próximo domingo (15), às 16h, contra o Santos, na Vila Belmiro. A três dias do clássico, o clima é de pressão. Uma derrota para o rival provocaria a primeira crise no Parque São Jorge em 2026. A expectativa é pelo retorno de Yuri Alberto, recuperado de lesão muscular. O camisa 9 foi desfalque nos últimos cinco jogos. No período, o time obteve apenas uma vitória e sempre teve performances ruins. O centroavante pode ser um respiro para as voltas do bom futebol e dos resultados.




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